domingo, abril 03, 2011

LIÇÃO !




















S.L.BENFICA 1 x F.C.PORTO 2


CAMPEÕES , NÓS SOMOS CAMPEÕES !

4 comentários:

dragao vila pouca disse...

Obrigado F.C.Porto!
Num país a sério serias um exemplo a ser seguido, neste cantinho triste e medíocre, és um alvo a abater.

Um abraço

Dragaopentacampeao disse...

Resposta contundente do FC Porto, a quem, quando a oito pontos, se dizia apenas a cinco, garantindo desde logo a vitória na Luz!

Vitória clara, justa e inequívoca, num campo inclinado pela arbitragem que tudo tentou para que o clube do regime e campeão dos túneis não saísse derrotado.

Vitória da transparência, classe e ambição versus bazófia, violência e falta de carácter de um clube de frustrados, imbecis e alienados.

Sem bandeiras, tarjas e outros adereços, os adeptos e claques portistas deram mais uma lição a essa gentalha, auto denominada de defensores da verdade desportiva.

Incapazes de nos derrotarem, sem as estratégias dos Bostas da Liga e dos túneis, não lhes restaram outras coisas senão apagar as luzes e ligar o sistema de rega!

Os cretinos que não sabem ganhar, jamais saberão perder.

VIVA O FC PORTO

um abraço

Dragus Invictus disse...

Bom dia,

Ontem foi uma noite que ficará para sempre na memória de todos os portistas. Foi um título com um sabor especial, conquistado no terreno do adversário que por artimanhas extra-campo e ratos de túneis nos roubou o título na época passada.

Ontem mais uma vez ficou provado que somos superiores, e que nem com um árbitro que fez uma arbitragem vergonhosa, perdoando expulsões ainda na primeira parte a Aimar e Airton por segundo amarelo, que marcou um penalti fantasma de Otamendi com consequente amarelo, e depois na segunda parte com expulsão do atleta. Com um árbitro que não mostra vermelho numa tentativa de agressão a pontapé de Javi Garcia a Varela e numa outra tentativa de agressão com cotovelada de Cardozo a Helton, está tudo dito.

Lamentável e vergonhosa a actuação deste benfiquista Duarte Gomes.

O que se passou no final do jogo, com o apagar das luzes e ligação do sistema de rega, foi uma provocacao intolerável aos atletas do FC Porto e seus adeptos. Foi uma falta de respeito para com os orgaos de comunicacao social. Isto é falta de fairplay que deve ser punida severamente. Os jogadores do Porto é que estavam demasiado felizes para se chatearem com os elementos desse clubezeco de acefalos!

Os nossos bravos adeptos que se deslocaram à Luz tiveram um comportamento exemplar, e mesmo sem adereços fizemos a nossa bonita festa.

Conquistamos o 25º. título, e a festa fez-se por todo o país com caravanas de carros em festejo rumo às vilas e cidades.

Última palavra para o saudoso Dr. Pôncio Monteiro, a quem este título também é dedicado.

Abraço

Paulo

http://pronunciadodragao.blogspot.com/

Anónimo disse...

F.C. Porto campeão em Lisboa: dois títulos numa só voz

Henrique Dias Faria tem 97 anos e era amigo de Siska (o tal treinador que só Villas-Boas igualou)
Ser campeão na casa do Benfica não é um feito inédito para o F.C. Porto, mas quase. A outra vez foi há 71 anos, o que é mais do que uma vida. Ou quase. No caso de Henrique Dias Faria, os dois títulos ganhos no terreno do eterno rival cabem na mesma vida. Ele tem 97 anos (acabadinhos de fazer).

É o sócio número um do F.C. Porto e é a verdadeira memória viva do clube. Nasceu a 30 de Março de 1914, fez-se associado dezoito anos depois e acompanhou o clube ao vivo até aos 89 anos. «Parei quando deitaram o Estádio das Antas abaixo. Fiquei sem o meu camarote e deixei de ir ao futebol.»

Antes disso, e sobretudo quando era novo, ia com a equipa a todo o lado. «Lembro-me quando ganhámos o Campeonato de Portugal de 1922», conta ao Maisfutebol. «Tinha sete anos.» Também se lembra do triunfo de 1939/40, claro. O tal que o F.C. Porto venceu no Campo das Amoreiras.

«Claro que lembro. Então não lembro?», pergunta do alto de uma lucidez invejável. «Foi uma grande festa. Muito maior do que agora. É que ganhar em Lisboa naquela altura era muito difícil.» Agora nem tanto, diz. «Antigamente era um grande feito. Hoje em dia já não é nada de especial.»

Do jogo só sabe o que lhe contaram. «Não estive lá.» Mas não lamenta. Pelo contrário. «Tinha ido no ano anterior às Amoreiras e jurei que nunca mais. Fui insultado, cuspido e tive de correr a fugir das pedras. E eles ganharam, imagine se perdiam... Nunca mais fui ver um jogo a Lisboa», revela.

Dessa vitória na casa encarnada lembra-se de uma grande equipa. «Tinha o Pinga, que foi o melhor jogador que vi jogar. Foi o primeiro a marcar cantos directos. Marcava muitos golos de canto». E lembra-se do treinador, claro. «O Siska. Nessa altura em Lisboa chamavam ao Porto o F.C. Siska.»

Mihaly Siska, mais tarde Miguel Siska, é um nome histórico no F.C. Porto. É o mais novo treinador campeão de sempre: com 33 anos. Foi também o primeiro a ganhar o título na casa do Benfica. Dois feitos agora igualados por Villas-Boas. «Não têm nada a ver. São completamente diferentes.»

Henrique Dias Faria conheceu bem Siska. Eram outros tempos. «Eu era amigo do Lopes Carneiro, que era o ponta direita. Estudámos juntos no Colégio da Boavista. Então conhecia aquela gente toda. O Soares dos Reis, o guarda-redes, tinha uma tipografia e eu dava-lhe trabalho do meu escritório.»

A partir daí o contacto era quase diário. «Juntávamo-nos na Constituição, no Lima ou no café do Valdemar Mota, que era uma café/mercearia ao lado do campo», refere. «O Siska era um homem muito calado, recatado, muito tímido. O Villas-Boas é um rapaz mais comunicativo, mais atrevido.»

Das tardes de tertúlia no café de Valdemar Mota, o sócio mais antigo do F.C. Porto lembra «um homem calado e que não falava de futebol». «O futebol para ele acabava nos jogos. Fora do campo nunca falava de futebol». Mas lembra mais: «Era muito amigo dos jogadores. Todos gostavam dele.»

«Era um durão, sempre frontal, levava muita pancada mas nunca virava a cara à luta. Mas era muito leal e toda a gente na cidade gostava dele. Tinha boa relação com os jogadores e era esse o segredo dele. Aquela equipa era como uma família, protegiam-se uns aos outros até ao fim», diz Henrique Faria.

Apesar de considerar que Siska era diferente de Villas-Boas, o sócio mais antigo reconhece uma semelhança: ambos são muito tripeiros. «O Siska não era um tripeiro de nascença, mas apaixonou-se por isto, pelas pessoas e ficou aqui até ao fim. Adorava a cidade e o clube, como o Villas-Boas.»
maisfutebol